Quando retirar uma linga têxtil

As lingas planas e redondas de fibra sintética são leves e não danificam a carga, mas também são as que se estragam primeiro com um corte, uma aresta ou um pouco de calor.

UNE-EN 1492

Identifica-a antes de mais

A cor da etiqueta indica o material: azul, poliéster; verde, poliamida; castanho, polipropileno.[1][4]

Nas reutilizáveis, a cor da cinta ou da capa indica a carga máxima em tração direta. Serve de orientação, mas manda a etiqueta.[1][6]

  • 1 t
  • 2 t
  • 3 t
  • 4 t
  • 5 t
  • 6 t
  • 8 t
  • 10 t

O poliéster e a poliamida usam-se de −40 °C a 100 °C; o polipropileno, de −40 °C a 80 °C.[1]

Retira-a de serviço se…

  • Não tem etiqueta, ou está rasgada ou ilegível.[1]

  • Tem cortes longitudinais ou transversais, ou rasgões nas extremidades. Nas planas, um corte no bordo é especialmente grave.[2]

  • Há costuras de carga danificadas ou soltas, ou o tecido está desfeito.[2]

  • Tem zonas brilhantes, vitrificadas ou fundidas por calor ou fricção, ou queimaduras de soldadura.[2]

  • Há danos químicos: zonas endurecidas, amolecidas ou que se descamam.[2]

  • A superfície está muito gasta, esmagada ou com abrasão num ponto.[2]

  • Nas redondas, a capa tem um corte transversal grave ou vários juntos, ou veem-se as fibras da alma.[4]

  • Tem nós.[2]

  • Os olhais ou as ferragens estão deformados, fissurados ou partidos.[2]

Nenhuma das fontes dá um valor (milímetros de corte, percentagem da largura). Para isso, consulta as instruções do fabricante.

Antes de cada utilização

  • Etiqueta presente e legível, e carga máxima suficiente para a forma de lingar.

  • Percorre-a toda com a vista e com a mão: cortes, queimaduras, costuras.

  • Se estiver muito suja, limpa-a primeiro: a sujidade esconde os danos.

  • Tem à mão protetores para as arestas.

Quem a inspeciona e com que frequência

Em Espanha, o RD 1215/1997 (art. 4) exige verificações periódicas por pessoal competente, documentadas durante toda a vida do equipamento, mas não fixa um prazo. A NTP 842 só pede que seja verificada antes de cada utilização. No Reino Unido, a LOLER exige um exame minucioso dos acessórios pelo menos a cada 6 meses. Se for contaminada por um produto químico, retira-a de serviço e manda-a examinar por uma pessoa competente.[3][2][5][1]

Conselho de campo

Guarda-as penduradas, à sombra e longe das soldaduras. O sol degrada as fibras sintéticas sem que se note à vista desarmada.[2]

Se registares na ficha de cada linga quando entrou em serviço e o que saiu em cada inspeção, na próxima saberás o que procurar.

Fontes

  1. [1] INSST, NTP 841. Eslingas textiles (I)
  2. [2] INSST, NTP 842. Eslingas textiles (II)
  3. [3] RD 1215/1997 (BOE)
  4. [4] SAFed, MLCC 10. Thorough examination of textile slings
  5. [5] HSE, Thorough examinations and inspections of lifting equipment
  6. [6] DLT, código de colores EN 1492

Guia orientativo escrito pelos inspetores da TTM. Acima dele estão as instruções do fabricante do teu equipamento e a norma que lhe é aplicável. Fontes revistas em outubro de 2026.

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